Guardiões da Galáxia Vol. 2 consegue superar o mal das sequências de filmes da Marvel

Guardiões da Galáxia Vol. 2 consegue superar o mal das sequências de filmes da Marvel (Homem de Ferro 3, Era de Ultron) que tiveram tanto sucesso nos seus anteriores, que se criou uma onda de expectativa, que qualquer filme médio que viesse em seguida não ia conseguir evitar o desapontamento dos fãs mais preocupados com os rumos dos filmes de super-herói.

Guardiões não parece sofrer a pressão de entregar um filme melhor que seu antecessor, isso, aliado a falta de conexões diretas com os próximos filmes da Marvel, sem contar cenas pós créditos, deu ao diretor James Gunn espaço para digerir e aprofundar alguns dos seus personagens. Dividindo-os em núcleos, que é o que se faz na maioria das vezes quando se tem muitos personagens para se trabalhar em um filme de aventura, suas histórias e dramas pessoais ficaram muito mais em evidência, fazendo com que, já não fossem queridos, se aproximassem ainda mais dos fãs.

Drax, personagem de Dave Bautista, que no primeiro filme encarnava um personagem que só entendia as coisas de forma literal, detalhe que fazia sentido pela, até então, atuação limitada de Dave, neste filme o personagem ganhou mais piadas e momentos que tem até a responsabilidade de carregar a parte cômica do filme no meio de dramas pessoais de outros personagens, revelando um Bautista mais carismático e bem mais à vontade com o personagem que interpreta, protagonizando ao lado de Mantis (Pom Klementieff), a alienígena senciente, um dos momentos mais sensíveis do filme.

Na trilha ainda temos canções esquecidas de décadas passadas, porém nessa sequência as músicas são encaixadas perfeitamente em momentos em que as letras fazem sentido com o que está se passando na tela. Um exemplo é o refrão de “The Chain” de Fleetwood Mac (minha favorita), antecipando a revelação do terceiro ato.

Com um orçamento de 200 milhões de dólares, o longa sem dúvidas se arrisca mais nos efeitos especiais. Entregando mais batalhas com naves, criaturas diferentes, um 3D que não só serve pra deixar a tela escura e mais planetas exóticos, dando mais importância e dimensão, não só a galáxia, mas ao universo que os heróis salvam pela segunda vez.

Apesar do timing das piadas ser muito bom, ainda é um filme da Marvel, em que a insistência das mesmas quebra um pouco o ritmo no terceiro ato do filme, quase que cortando a seco momentos super importantes, dramáticos e até violentos demais para os filmes do estúdio em que estamos acostumados. Mas nada que comprometa a avalanche de emoções que é o desfecho desse filme, ou os momentos em que o bebê Groot faz valer o ingresso.

 

Nota: 7,5/10

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